O autocarro, que fazia a ligação entre as cidades de Maratona e Atenas, foi sequestrado ao início da manhã, com 26 pessoas a bordo. Três delas, incluindo o condutor, conseguiram fugir na altura.

O veículo permaneceu isolado pela polícia numa via de acesso à capital grega, cercado por um forte dispositivo policial que isolou toda a zona. E até à rendição foram libertados progressivamente 17 reféns, a partir do início da tarde.

De acordo com fontes policiais, os dois sequestradores, depois de se terem entregue e libertados os últimos seis reféns, foram levados para uma esquadra de Atenas para serem interrogados.

Após as primeiras investigações, as autoridades identificaram os homens como sendo Gaz Resuli e Leonard Murati, ambos de 24 anos e de nacionalidade albanesa, residentes na Grécia há cerca de seis anos.

Segundo a polícia os indivíduos terão sido motivados pelo dinheiro do resgate e planeariam levar o autocarro para a Albania.

¿Uma investigação preliminar revelou que eles pretendiam o dinheiro e o seu objectivo era viajar para a Albania¿, afirmou o general Giorgos Angelakos, chefe da polícia grega, explicando que o aparente intuito dos sequestradores se dirigirem para o aeroporto não seria mais do que uma tentativa de criar confusão.

De acordo com o responsável, os dois homens também não possuíam consigo qualquer explosivo, tal como alegavam, e estavam apenas armados com duas armas de fogo.

¿Não havia explosivos. O saco que eles tinham estava vazio. Eles afirmaram ter explosivos para tentar convencer-nos que poderiam provocar danos graves¿, explicou Giorgos Angelakos, referindo-se à ameaça feita esta tarde, por um dos dois homens, em fazer explodir o veículo, se até amanhã de manhã não lhes fosse entregue o resgate de um milhão de euros que exigiam, assim como um avião que os levasse para a Rússia, de onde diziam ser naturais.

O ministro da Administração Interna, Giorgos Voulgarakis, afirmou que a operação e as negociações para a libertação dos reféns ¿foi um dos mais difíceis e complexos incidentes¿ com que as forças gregas tiveram que lidar, atribuindo o sucesso da polícia ao treino recebido por ocasião dos Jogos Olímpicos que Atenas deste Verão.

¿A experiência que adquirimos durante os Jogos Olímpicos não foi desperdiçada¿, sublinhou Giorgos Voulgarakis.

O ministro apelou ainda para que por parte dos gregos não houvesse nenhum sentimento de vingança em relação às centenas de milhares de imigrantes da albaneses que vivem na Grécia.
Redação / Público on line/AM