«Nós sabemos fazer startups. Uma solução homóloga à da Grécia é de considerar na Roménia, e estamos a considerá-la», referiu o responsável, comparando o cenário com o do grego Novabank, que ainda este mês apresentou resultado líquidos positivos ao fim de 6 anos de actividade.

«Estamos a aprofundar o conhecimento do mercado. Quando for apropriado, quando o processo estiver concluído informamos. Se ainda não o fizemos é porque ainda não está definido», afirmou Paulo Teixeira Pinto na conferência de imprensa que se seguiu à apresentação de resultados do maior banco privado português.

Quanto a uma notícia vinda a público ontem que o BCP terá sido convidado a lançar uma oferta sobre o banco croata Splitska banka, entidade avaliada entre os 600 e os 800 milhões de euros, o presidente do BCP ressalvou que a «notícia veio de uma fuga de informação. Olhamos para todas as hipóteses que criem valor para o BCP». No entanto, acho «improvável apresentarmos uma proposta», acrescentou.

No entanto, Paulo Teixeira Pinto, deixou bem claro que a instituição a que preside pretende manter como objectivo 30% dos resultados do banco vindos do estrangeiro, apesar de em 2005 só ter alcançado 10%.

Venda do BII no segundo semestre

Quando confrontado sobre o processo de venda do BII, Paulo Teixeira Pinto adiantou que está em processo de recepção de propostas. «Recebemos várias», adiantou.

Quanto à conclusão do processo esta deverá ocorrer «no segundo semestre de 2006», estando a instituição financeira a maximizar as ofertas. O modelo da operação deverá ser misto, sendo que poderá ser feita uma venda da instituição como um todo ou então são a venda da carteira de crédito.

No entanto, o presidente do BCP realçou que as vendas de activos não core são para continuar. Tudo o que seja não core deverá «responder à questão: Porque tem de ficar no banco?»

É com este intuito que vai ser criado uma nova direcção, a de alienação de activos, que terá como funções a alienação de património imobiliário, de participações financeiras e de carteiras de crédito.
Bruno Pocinho