De acordo com a consultora Mercer Investment, o mês de Janeiro «foi caracterizado pela divulgação de alguns indicadores económicos que influenciaram o comportamento dos mercados financeiros», aponta. «O crescimento do PIB norte-americano referente ao quarto trimestre abaixo do previsto veio confirmar um abrandamento da economia norte-americana superior ao esperado, indiciando a possibilidade de alterações em termos de política monetária», refere ainda a consultora em comunicado.

Por outro lado, a consultora Watson Wyatt International sublinha que os «mercados financeiros em geral obtiveram retornos positivos impulsionados pelos resultados das empresas e renovada actividade corporativa, apesar da queda do mercado de acções nos EUA, motivada principalmente por resultados negativos das empresas tecnológicas; comentários do presidente da Reserva Federal, admitindo que pode acelerar o ritmo de crescimento de juros, e pela subida do preço do petróleo (cerca de 10%), esta última em parte devido ao corte de produção da OPEP e também às más condições meteorológicas.»

No mercado obrigacionista, as obrigações de taxa fixa da Zona Euro valorizaram 1,3% em Janeiro, em especial «nas maturidades mais longas (mais de 10 anos) em que o mercado obteve performances acima de 3%», destaca ainda a Mercer Investment. Quanto à cotação euro/dólar, a divisa única europeia registou uma desvalorização de 4,5% face à congénere norte-americana.

Já os fundos de pensões portugueses registaram uma rentabilidade de 0,9% em Janeiro. Estes detêm «uma alocação de 27% a acções e 63% a obrigações/liquidez», afirma a mesma. A classe de fundos de capital de risco tem uma alocação de aproximadamente 6% e o imobiliário de 4%.
Sandra Pedro