«Será uma espécie de projecto emblemático para mostrar que a investigação deve também estar ao serviço do desenvolvimento económico», explicou o responsável, que hoje participou no Porto no primeiro encontro do grupo de aconselhamento industrial Manufuture, presidido pelo empresário nortenho Belmiro de Azevedo.

Apostada em ter a inovação como uma das suas prioridades, para os próximos sete anos, a Comissão Europeia (CE) tem disponível «fundos em quantidade bastante apreciável para fomentar o cruzamento entre o conhecimento e o desenvolvimento económico», garantiu Barroso.

«É necessário, e cada vez mais se queremos ganhar a batalha da competitividade global, investir na inovação», frisou.

A Comissão Europeia foi convidada a apresentar em Outubro, num encontro que decorrerá em Lahti, Finlândia, algumas linhas de orientação para incrementar a inovação na Europa, adiantou.

«A indústria europeia não está condenada. Tem futuro. Mas para isso, precisa de investir mais na inovação, através do investimento privado, mas também público», alertou Durão Barroso.

Entre os exemplos daquilo que está a ser feito pela CE para aumentar a competitividade, o responsável lembrou o facto de já terem sido negociadas perspectivas financeiras que garantem, em 50 a 60%, o apoio à investigação com destino directo para a indústria.

Recordou também os passos que estão a ser dados passos no sentido de uma «melhor regulação» do mercado em matéria de concorrência.