Este será o segundo encontro dos dois chefes de Estado desde a reeleição de Bush, em Novembro. Os dois Presidentes encontraram-se no mês passado durante uma reunião bilateral à margem da cimeira do Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico, em Santiago, no Chile.

As relações entre a Rússia e o Ocidente ficaram marcadas por uma forte aproximação desde os atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos, mas estão a ser afectadas pela crise no Iraque; o caso do gigante petrolífero russo Yukos; a Tchetchénia; o reforço da autoridade do Governo russo; e a crise política na Ucrânia. A comunidade internacional defende a repetição das eleições presidenciais no país, sustentado a sua posição com a existência de fraudes durante o escrutínio, enquanto a Rússia reconhece a eleição de Viktor Ianukovitch, rejeitando as irregularidades criticadas pelo Ocidente.

No dia 3 de Dezembro, durante um discurso em Nova Deli, Vladimir Putin criticou, sem o referir directamente, a dominação norte-americana num mundo «unipolar», desadaptado, segundo o Presidente russo, à luta contra o terrorismo. Putin apontou também o dedo a uma «ditadura nos assuntos internacionais cobertos por uma bela fraseologia pseudo-democrática».

Putin criticou ainda a intervenção do Ocidente na Ucrânia, afirmando que a comunidade internacional agiu «à maneira colonialista», dividindo o país. Quanto ao Iraque, o chefe de Estado russo condena que as eleições previstas no país se realizem «em condições de ocupação total» pelas forças norte-americanas.
Redação / Público on line/AM