A AC esclarece que «não foi solicitado, pela Autoridade, qualquer parecer à pessoa em causa, que a Autoridade desconhece o teor desse alegado parecer e que as conclusões apresentadas não vinculam nem reflectem qualquer posição da AC».

«A Autoridade da Concorrência só tomará conhecimento de eventuais operações de concentração envolvendo o grupo Lusomundo Media no momento em que for notificada, nos termos da lei, de uma operação», disse, à Reuters, aquela fonte oficial.

«Até esse momento, e subsequente análise do processo, qualquer avaliação subjectiva de cenários ou considerações sobre vantagens ou desvantagens de determinados grupos adquirentes não podem ser atribuídos à Autoridade», explicou.

A PT Multimedia, que controla a Lusomundo Media, anunciou, a 6 de Fevereiro, que conta já com cinco eventuais interessados à aquisição desta e com acesso ao data-room, não sendo de excluir que mais entidades o possam vir a fazer.

Miguel Horta e Costa, presidente da Portugal Telecom, que controla a PTM, admitiu que este processo possa estar concluído no primeiro semestre de 2005, sendo que o deadline para apresentação de propostas firmes é até 14 de Fevereiro.

A Lusomundo Media é detida em 81% pela pela PTM e em 19% pela Cofina.

A Media Capital com os espanhóis da Vocento, a Impresa, a Cofina, o SGC de Pereira Coutinho em parceria com a Recoletos, a Olivedesportos, os empresários Joe Berardo e Jaime Antunes, fundadores do Diário Económico e do Semanário Económico, e a Sonaecom são alguns dos potenciais interessados na aquisição total ou parcial da Lusomundo Media que têm sido referenciados pela Imprensa.
Redação / Reuters/AM