Para a nova queda do indicador «contribuíram negativamente e de forma significativa todas as suas componentes», refere o Instituto Nacional de Estatística (INE). Com o contributo mais expressivo, o instituto destaca as perspectivas de evolução da situação económica do país, que registaram o valor mais baixo desde Junho de 2006.

Do mesmo modo, as expectativas sobre a evolução do desemprego mantiveram o movimento desfavorável, fixando igualmente o valor mais alto desde meados de 2006 (Julho de 2006).

Quanto às expectativas de poupança, estas agravaram-se continuamente desde Março do corrente ano, registando um novo mínimo histórico.

Tudo somado, os portugueses não olham com bons olhos para a evolução futura da sua situação financeira: as perspectivas sobre a evolução da situação financeira do lar não prolongaram a ligeira recuperação do mês anterior.

Clima económico recupera

Já o indicador de clima económico recuperou ligeiramente, situando-se apenas ligeiramente abaixo do valor observado em Junho, mês em que atingira o máximo dos cinco anos anteriores.

Na Indústria Transformadora, o indicador de confiança recuperou nos dois últimos meses, embora de forma insuficiente para anular o agravamento dos dois meses anteriores, devido ao contributo positivo das opiniões sobre a evolução da procura global e sobre a evolução dos stocks de produtos acabados.

Na Construção e Obras Públicas, o indicador de confiança prolongou a tendência ascendente iniciada em Janeiro, registando o valor mais elevado dos últimos cinco anos. No Comércio, o indicador de confiança melhorou ligeiramente nos dois últimos meses, invertendo o movimento observado nos quatro meses anteriores.

Esta recuperação foi comum aos dois subsectores, mas em Outubro foi mais intensa no Comércio a Retalho. Nos Serviços, o indicador de confiança deteriorou-se ligeiramente em Outubro, não prolongando a recuperação do mês anterior, devido ao agravamento das opiniões sobre a carteira de encomendas e sobre a actividade corrente.

O indicador de confiança dos Consumidores continuou a diminuir em Outubro, em resultado do contributo negativo de todas as suas componentes, mas principalmente da relativa às perspectivas de evolução da situação económica do país. As perspectivas sobre a evolução da poupança registaram um novo mínimo histórico.
Redação / PGM