Será que compensa fixar a taxa por cinco, dez ou 30 anos, sabendo-se que nem sempre os juros sobem? A diferença de valor entre uma taxa fixa e variável é muito grande?

Esta questão voltou a ser relançada no início deste ano, com o produto lançado há uma semana pelo Banco Espírito Santo (BES), precisamente o BES Taxa Fixa. Trata-se de uma modalidade de crédito já existente no mercado e que praticamente todos os bancos oferecem, refere o «Diário de Notícias».

No entanto, face à forte concorrência neste segmento de negócio, as taxas fixas apresentam actualmente como principal atractivo o facto de se aproximarem cada vez mais (em baixa, portanto) dos valores praticados para as taxas variáveis. Ou seja, apesar de os juros estarem mais altos do que há um ano atrás, a competição entre os bancos está a levar à redução do valor da taxa fixa.

Num cenário em que são esperadas novas subidas das taxas de juro directoras do Banco Central Europeu (BCE), com analistas a preverem que estes valores de referência cheguem aos 4,25% no final deste ano, fixar a taxa de um contrato é uma opção a ter em conta, pelo menos desde há um ano a esta parte, quando o ciclo de subida dos juros começou a sentir-se. As vantagens existem e o consumidor deve ter presente que a taxa fixa que vai pagar incorpora um prémio de risco. Nos últimos tempos, os bancos flexibilizaram esta oferta, permitindo fixar a taxa por períodos de tempo diferenciados.

Entre as vantagens apontadas pelo jornal estão a segurança (com esta opção, o cliente passa a estar imune às variações das taxas de mercado), a protecção (a segurança reflecte-se numa protecção total da prestação a pagar todos os meses), poupança (pode constituir uma forma de aumentar a sua poupança, pois transforma em custos fixos as prestações a pagar), orçamento (fica mais fácil elaborar correctamente um orçamento familiar) e a prestação perde peso (o custo de uma prestação fixa vai tendo um peso cada vez menor no orçamento familiar, face à perspectiva de aumento dos rendimentos).
Redação