O lançamento, previsto para este semestre, deverá ser adiado para o próximo por questões que têm a ver com os equipamentos. Neste momento está a ser feita a adjudicação dos equipamentos que se colocam nos transformadores de electricidade e «o próximo passo será a entrada em casa das pessoas», refere a fonte.

Por seu lado, à Oni coube a definição de um produto (voz e internet de banda larga), e de uma estratégia comercial.

A instalação dos equipamentos é um processo algo demorado, mas a mesma fonte garante que havendo um conjunto de casas passadas, principalmente e para já, em Lisboa e Porto, «numa determinada altura, com certeza a meio deste ano, será feita uma abordagem comercial do mercado.»

De referir que, tal como a Agência Financeira tinha noticiado, a EDP constituiu, no final do ano passado, a EDP PLC, a empresa que vai agregar sob a sua alçada o negócio da tecnologia Power Line Communications (PLC), telecomunicações sobre a rede eléctrica.

Em Novembro passado, em declarações à Agência Financeira, o administrador financeiro da EDP, Rui Horta e Costa, tinha dito que «as telecomunicações em Portugal têm mais interesse para nós que as telecomunicações em Espanha, porque há determinados aproveitamentos que podem ser feitos em comum pela EDP e pela Oni e esses aproveitamentos podem beneficiar em muito o valor da própria Oni.»

Com vista a atingir este objectivo o responsável garantiu, na ocasião, que a empresa continua a desenvolver os testes da tecnologia powerline, «se correr bem lançamos e se lançarmos acho que temos uma boa arma na mão», assegurou.

Esta tecnologia é hoje considerada uma forma viável e barata de levar a banda larga a mais casas e funciona sobre linhas de baixa e média potência atingindo velocidades de transferência de dados até 45 mbps.