Sobre a matéria das privatizações, o primeiro-ministro garantiu que não estas não têm como objectivo qualquer «falseamento» das contas, já que a receita daí proveniente não se destina a abater no défice, e sim na dívida.

«As privatizações têm objectivo de melhorar a concorrência, eficiência e o estado da economia e não apenas de receber dinheiro para abater à nossa dívida, que também é uma consequência positiva». E no caso da Galp em específico, garante, «a privatização será conduzida com esse objectivo, melhorar a eficiência, a capacidade de gestão e também potenciar a Galp como uma empresa nacional que tem um serviço em Portugal e também internacionalmente».

José Sócrates lembrou que o Governo tomou «uma deliberação, no sentido de promover a concorrência no sector energético. Foi por isso que demos orientações à parte do Estado que está na Galp para não ser apenas uma empresa que preste serviços no caso do oil, mas também na área da electricidade, e que venha a concorrer com a EDP, porque o que nós queremos é mais concorrência, por forma a servir melhor as pessoas: os consumidores e as empresas».
Paula Martins