Em termos homólogos, a maioria das classes apresentou subidas de preços superiores às registadas no mês precedente, com destaque para o Vestuário e Calçado e a Educação. À semelhança do verificado em Outubro, a classe dos Transportes apresentou, no mês em análise, a contribuição mais elevada para a variação total, justificando cerca de 40% da mesma. Os preços na classe aumentaram 6%.

Já em termos mensais, o INE destaca «a variação de carácter sazonal da classe Vestuário e calçado que apresentou uma evolução similar, embora mais intensa, do que a registada no mês homólogo do ano anterior (8,1% contra 6,8%, respectivamente)».

Os Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, o Lazer, recreação e cultura e os Restaurantes e hotéis foram as únicas classes que registaram variações mensais negativas, em grande parte explicadas pelas contribuições de sentido negativo de três da carne, férias organizadas e serviços de alojamento, respectivamente.

O nível de preços dos transportes aéreos, à semelhança de outros subgrupos já referidos relacionados com a actividade turística a que correspondem comportamentos de natureza marcadamente sazonal, sofreu um decréscimo (de 0,9%), situação que tinha ocorrido também no mês de Outubro.

O índice harmonizado, que permite comparações com os restantes países da Zona Euro, ficou em 2,6% em termos homólogos, registando, pelo segundo mês consecutivo, uma variação homóloga igual à média do grupo.

Já a taxa harmonizada mensal foi de 0,3% e a média ficou-se pelos 2,5%.
Paula Martins