Mário de Sousa falava na Senhora da Hora, Matosinhos, na primeira sessão do ciclo «Noites Mágicas», organizado pelo jornal digital «Ciência Hoje».

O investigador do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto atribuiu à infertilidade parte da actual redução demográfica, salientando que «o declínio da população não é só por se querer ter menos filhos».

Mário de Sousa lamentou que os sucessivos Governos não tenham permitido a instalação em Portugal de um banco público de esperma e óvulos, o que obriga os casais portugueses a recorrerem a bancos de Espanha e França.

O especialista defendeu a criação nos centros de saúde e hospitais de consultas diárias de reprodução totalmente independentes das outras áreas, nomeadamente da ginecologia.

Dada a inexistência desta separação, os períodos de espera por consultas de reprodução chegam a atingir em Lisboa os dois anos no Hospital Santa Maria e os quatro anos na Maternidade Alfredo da Costa.

Os mais rápidos serviços de reprodução em Portugal, com períodos de espera de seis meses, situam-se no Grande Porto, nomeadamente nos hospitais de S. João, Santo António e Gaia e na Maternidade Júlio Dinis.
Redação / Lusa/AM