Para a polícia, esta é uma forma de «arrumar» a secção de achados, que costuma atrair cerca de 200 pessoas. Para quem quiser ir dar uma espreitadela, pode ser uma boa oportunidade para encontrar verdadeiras pechinchas e fazer autênticos negócios da China.

«É quase uma forma de arrumarmos a casa, senão não tínhamos espaço para guardar os objectos que nos chegam todos os dias», disse à Lusa o Chefe Araújo, da Secção de Achados da PSP de Lisboa.

Diariamente chegam àquela secção, nos Olivais, em Lisboa, dezenas de objectos, esquecidos em transportes públicos, centros comerciais ou repartições públicas da capital.

Até marmitas com refeições, esquecidas nos autocarros da Carris, são recebidas pela PSP.

Os objectos permanecem um ano à espera que os donos os reclamem e, ao fim desse período, são leiloados.

«Mais de 60% são documentos e carteiras», revelou o responsável, acrescentando que os documentos são devolvidos, na impossibilidade de contactar o proprietário, à entidade emissora.

Apenas as carteiras vão a leilão, e destas «só as que estão capazes».

Reunidos em cerca de 300 lotes, serão também leiloados chapéus-de-chuva, relógios, roupa, malas, sacos de viagem, óculos, luvas, bengalas, telemóveis, máquinas fotográficas e de filmar, rádios e leitores portáteis de CD.

Estes leilões costumam atrair cerca de 200 pessoas, algumas das quais já são presenças habituais, revelou o Chefe Araújo.

«É um público muito heterogéneo, há de tudo, pessoas novas e velhas», disse. Outra das características destes leilões é a ausência de uma base de licitação. «São coisas baratas, cada um oferece o valor que acha que valem, as pessoas é que fazem a licitação».

Os próximos leilões estão marcados para quarta e quinta-feira, às 17:00, na Secção de Achados, situada na cave do lote 180 da Praça Cidade Salazar.
Redação / PGM