O Grupo Mota-Engil atingiu, no primeiro semestre deste ano, lucros de 19,2 milhões de euros, o que representa uma queda superior a 77% face ao homólogo. No entanto, excluindo-se o ganho de capital registado com a venda da Martifer no ano passado, os lucros registariam um crescimento de 7,3%. O resultado líquido atribuível ao Grupo foi 14,13 milhões de euros.

Em comunicado, a Mota-Engil explica que as demonstrações financeiras consolidadas do Grupo foram elaboradas tendo em conta a alteração do método de consolidação do Grupo Martifer, na sequência da Oferta Pública de Subscrição (OPS) que decorreu no ano passado, e a consequente diluição da posição accionista do Grupo Mota-Engil de 50% para 37,5%. Por essa razão, especifica, «as grandezas económico-financeiras referentes a 2007, têm natureza pró-forma correspondendo à consolidação desse ano pelo novo método».

Por seu lado, revela a empresa em comunicado, o volume de negócios subiu 33,6% para 841,1 milhões de euros e o EBITDA ascendeu a 131,4 milhões de euros, tendo a margem EBITDA decrescido para 15,6% face aos 19,6% de 2007. «Esta redução na margem esteve ligada ao aumento do peso relativo da Engenharia e Construção no volume de negócios a par de uma redução da respectiva margem», explica.

Mais de 130 milhões de investimento

Nos primeiros seis meses de 2008, a Mota-Engil investiu 130,5 milhões de euros, mais 37 milhões que há um ano atrás, sendo a área de Engenharia e Construção responsável por 41% do investimento total, sobretudo devido às aquisições de equipamentos. «De realçar o carácter internacional deste investimento, reflectindo a operacionalização da estratégia de crescimento nos mercados da Europa Central e de África», acrescenta.

O endividamento total atinge 1.865 milhões de euros, dos quais 942 milhões de euros são sem recurso.

Apesar do forte incremento nas taxas de juro e mesmo registando um aumento do endividamento o valor consolidado do resultado financeiro aumentou meio milhão de euros para 57,1 milhões. Os encargos financeiros líquidos cresceram para 55,2 milhões de euros face aos 46,9 milhões do homólogo.

Carteira de encomendas atinge 2 mil milhões de euros

A carteira de encomendas no final do 2º trimestre ascendia a cerca de 2 mil milhões de euros, registando um aumento face a Dezembro de 2007 de cerca de 150 milhões de euros.

«Apesar do forte crescimento do volume de negócios, é nossa expectativa que a carteira de encomendas deverá manter a evolução positiva registada nos trimestres recentes, fruto da forte procura em alguns dos mercados em que o Grupo se encontra a operar e nos quais aposta agora numa estratégia de diversificação que replica, na medida do possível, o modelo prosseguido em Portugal», conclui.
Redação / PGM