O valor médio das previsões dos analistas contactados pela Agência Financeira apontava para os 732 milhões de euros.

A rendibilidade dos capitais próprios (ROE) aumentou para 24,1%, a margem financeira cresceu 10,7% e as comissões líquidas 6,9%.

O crédito à habitação aumentou 23,8% e os recursos totais de clientes subiram 9,3%, com a qualidade do crédito a manter-se «em bons níveis» e o rácio de crédito vencido há mais de 90 dias a situar-se em 0,8%.

O rácio de solvabilidade saiu de 2005 reforçado para 12,9% (Core Tier I de 5,3%).

O banco destaca a realização de mais-valias antes de impostos, no quarto trimestre de 2005, resultantes da alienação da participação no Banco Comercial de Macau (122,6 milhões de euros) e da determinação do preço final de venda da participação na PZU (176,1 milhões de euros).

O banco vai propor a distribuição de um dividendo de 0,037 euros por acção, que acrescidos dos 0,033 euros pagos em Outubro último, totalizam 0,070 euros por acção.

Os custos de transformação da actividade em Portugal diminuíram 7%, em base comparável.

Como objectivos para os próximos anos, o banco aponta o «crescimento de resultados por acção superior a 20% até 2008, com aumento dos proveitos da Banca de Retalho e redução contínua dos custos com pessoal».
Redação / PGM