«Vou ver quem ele é e o que faz. Fez-me acusações muito graves e tenho possivelmente que o accionar judicialmente. Prezo a minha honorabilidade pessoal», afirmou Mário Soares à saída de uma visita Associação Unidos de Cabo Verde, na Amadora, um dia depois de ter dito que não processaria o seu agressor dado que é alguém que «aparenta ser atrasado mental».

O candidato a Belém manifestou-se satisfeito por todos os seus adversários na corrida a Belém terem condenado a agressão, considerando que esse gesto demonstra que «há uma solidariedade que ultrapassa a diferenças políticas».

«Um acto de hostilidade e um acto de agressividade deve ser condenado por toda a gente», afirmou Mário Soares, revelando igualmente que recebeu um telefonema do Presidente da República, Jorge Sampaio.

Questionado sobre se este episódio o fez lembrar de um incidente idêntico na campanha presidencial de 1986, na Marinha Grande, Mário Soares considerou que «são coisas completamente diferentes», mas encontrou um traço comum.

«Sou alvo, por um lado, de algumas paixões e por outro de alguma hostilidade», afirmou.

No domingo, durante uma acção de pré-campanha em Barcelos, um antigo combatente da guerra colonial insultou e agrediu Mário Soares, apelidando-o de «vigarista».

O indivíduo aproximou-se do ex-Presidente da República e atingiu-o com um murro no braço, tendo o candidato sido afastado pela segurança.