O crescimento de assinaturas será mais acentuado nos países em vias de desenvolvimento (incluindo a Ásia e América Latina) onde os telemóveis são simultaneamente uma tecnologia transformacional e um símbolo de status.

Segundo a Deloitte, a voz continuará a ser a principal fonte de receitas e lucros ¿ em média representando mais de 80% do total de receitas; o volume de serviços de voz continuará a crescer com sustentabilidade, devido à facilidade de uso e à descida de preços. A penetração ultrapassará os 100%, à medida que mais clientes fazem segundas assinaturas para uso de dados ou para uso pessoal, os operadores estruturarão os seus planos em consonância e os serviços incluirão comutação automática de linhas, contas de voicemail múltiplas e facturação separada.

«O conteúdo mais apelativo e lucrativo continuará a girar em torno da personalização do telefone, com toques, informações e entretenimento, wallpapers e jogos básicos», acrescenta o estudo.

«Os operadores da rede fixa continuarão a colher os benefícios de uma maior qualidade de voz e fiabilidade em 2005. No entanto, vão ter que enfrentar o desafio de operadores de baixo custo, operadores móveis e Voice over IP (VoIP)», diz a Deloitte o estudo.

Sobre a banda larga a previsão da Deloitte é de que «continuará a proliferar ¿ dinamizada por desenvolvimentos tecnológicos que requerem banda larga ¿ mas a rendibilidade irá declinar.»

«A penetração da banda larga continuará a crescer em 2005, com as ligações de banda larga a ultrapassarem finalmente as «dial-up» em muitos países. Os preços continuarão a descer, originando alterações a nível de clientes, elevando os custos de aquisição e retenção, e reduzindo drasticamente os lucros», conclui.
Alda Martins