De acordo com o banco, esta será a primeira vez que se emite, em Portugal, warrants indexados ao petróleo, crude oil negociado nos EUA, na bolsa de mercadorias de Nova Iorque.

Desta forma «a partir de agora passa a ser possível aos investidores particulares investirem em petróleo, podendo usufruir das suas valorizações (call warrant) ou desvalorizações (put warrant).»

Estes warrants têm a forma de turbo-warrants com stop loss, que permite aos investidores beneficiarem de variações de preços iguais às do activo subjacente desde que a barreira stop-loss não seja atingida. A barreira stop-loss é atingida se o preço do petróleo descer (no caso de um call warrant) ou subir (no caso de um put warrant) até um valor pré-definido. Nesse caso o warrant extingue-se e o investidor recebe um valor residual.

Apesar de o petróleo ser negociado em dólares, os warrants do Millennium bcp eliminam o risco cambial do investimento em moeda estrangeira.

«O investidor, ao adquirir warrants do Millennium bcp só está exposto às variações do petróleo. Por cada dólar que o crude variar, o warrant variará 10 cêntimos de Euro, uma vez que existe uma paridade de 10 para 1, respectivamente. Cada 10 warrants equivalem a 1 barril de petróleo. Assim, se um investidor comprar 10 warrants, por cada dólar que o petróleo varie, o investidor ganha ou perde 1 euro», refere um comunicado.

Em 2004, o crude registou o dobro da volatilidade do mercado de acções europeu, o que é mais um factor de atracção para os investidores. Comparando com o PSI20, o crude registou o triplo da volatilidade deste. Para além da volatilidade, o petróleo integra uma classe de activos até agora inacessível para os investidores particulares nacionais - as mercadorias ou matérias-primas - podendo, portanto, contribuir para a diversificação de uma carteira de investimento.