Deste total, 92% são clientes do negócio fixo e 8% do segmento Soho (pequenas empresas e profissionais liberais), explicou o administrador da Sonaecom para o negócio fixo, Pedro Carlos, em conferência de imprensa.

Segundo o responsável, a aquisição, além de «reforçar a posição competitiva da Sonaecom», vem permitir «economias de escala significativas e traz oportunidades de venda de serviços adicionais à nova base de clientes, onde se destaca a televisão, o home vídeo e os serviços de valor acrescentado na banda larga».

A Sonaecom diz ter agora uma quota de mercado de 14% na banda larga, com a aquisição, a mesma deverá subir para 20%.

A operação prevê a passagem para a Sonaecom de alguns activos técnicos associados ao suporte destes clientes. Os residenciais serão transferidos para o Clix e os do segmento Soho para a Novis, mas apenas após a conclusão da operação, que está «dependente da aprovação das entidades competentes», como lembrou o administrador.

A Sonaecom tem sete dias para notificar a Autoridade da Concorrência da aquisição, mas quando questionado sobre as expectativas, o administrador Pedro Carlos admitiu estar confiante num «desfecho favorável» e previu que o processo deverá estar concluído dentro de dois meses.

«Este acordo é mais um passo decisivo na nossa estratégia de crescimento na Internet de banda larga e de afirmação como operador alternativo em Portugal», concluiu.
Carla Pinto Silva