A Sonaecom anunciou a compra do negócio residencial da Oni por 25 milhões de euros. Com a operação, a Sonaecom, que conta com 393 mil clientes, acrescenta 104 mil à sua base.



Deste total, 92 por cento são clientes do negócio fixo e 8% do segmento Soho (pequenas empresas e profissionais liberais), explicou o administrador da Sonaecom para o negócio fixo, Pedro Carlos, esta quinta-feira, em conferência de imprensa.



«Este negócio tem um impacto entre os 20 e 25 milhões de euros na actividade» da empresa referiu, ainda, o administrador.

Segundo o responsável, a aquisição, além de «reforçar a posição competitiva da Sonaecom», vem permitir «economias de escala significativas e traz oportunidades de venda de serviços adicionais à nova base de clientes, onde se destaca a televisão, o Home vídeo e os serviços de valor acrescentado na banda larga» e acrescenta que «mantém-se a concorrência e existem alternativas ao operador histórico com ofertas mais vantajosas», disse.



Sonaecom quer 20% de quota de mercado na banda larga



A Sonaecom diz ter passado de uma quota de mercado de 9% para os actuais 14% na banda larga, com a aquisição, mas a previsão é que a mesma suba para os 20%.



A operação prevê a passagem para a Sonaecom de alguns activos técnicos associados ao suporte destes clientes. Os residenciais serão transferidos para o Clix e os do segmento Soho para a Novis, mas apenas após a conclusão da operação, que está «dependente da aprovação das entidades competentes», como lembrou o administrador.



Agora, a Sonaecom tem sete dias para notificar a Autoridade da Concorrência da aquisição, mas quando questionado sobre as expectativas, o administrador Pedro Carlos admitiu estar confiante num «desfecho favorável» e previu que o processo deverá estar concluído dentro de dois meses.

«Este acordo é mais um passo decisivo na nossa estratégia de crescimento na Internet de banda larga e de afirmação como operador alternativo em Portugal», avançou.



Também o presidente executivo da Oni Communications, Xavier Rodriguez, referiu que este negócio «faz parte da estratégia da empresa de apoiar no segmento empresarial», mas garante que o negócio «não vai ter impacto nas equipas das empresas envolvidas».



Xavier Rodriguez salientou, ainda, que a situação de despedimentos já acabou na empresa, garantindo que 50 colaboradores rescindiram o contrato e outros 50 foram despedidos.
Carla Pinto Silva