De acordo com dados a que a Agência Lusa teve hoje acesso, desde que começaram as estatísticas relativamente à sinistralidade rodoviária, em 1975, Portugal registou no ano passado o menor número de mortes em acidentes nas estradas.

Esta descida em termos de números globais é acompanhada pela maior redução percentual face ao ano anterior (17,1%), valor que só comparável a 1977 (17%).

Segundo os dados do MAI, Lisboa foi o distrito do país onde, apesar das reduções, se registou maior número de feridos graves (808 contra 910 em 2003), de feridos ligeiros (8.887 contra 9.348) e do número total de vítimas (9.822 contra 10.426), tendo sido suplantando pelo Porto no total de mortos (142 contra 168 registados na capital em 2003).

Em termos de mortos em 2004, Lisboa é o segundo distrito (127), seguindo-se Leiria (99), Setúbal (93), Santarém (91) e Braga (85).

No que se refere aos feridos graves, o Porto é o segundo distrito (462), ficando à frente de Santarém (419), Setúbal (336), Braga (271) e Aveiro (267).

Relativamente aos feridos ligeiros, o Porto volta a ser o segundo distrito (7.000), seguido de Aveiro (3.893), Braga (3.661), Santarém (3.660) e Leiria (3.287).

No número total de vítimas, o Porto volta a aparecer como segundo distrito (7.604), superando Aveiro (4.233), Setúbal (4.089), Braga (4.017) e Leiria (3.650).

Os anos mais negros de mortes nas estradas nas últimas três décadas foram 1975 (2.676), 1988 (2.534), 1991 (2.475) e 1996 (2.100), mantendo-se uma tendência de descida a partir daí.

De acordo com um estudo europeu abrangendo os então 15 estados membros da União Europeia, entre 2003 e 2004 Portugal está a par da Holanda como os países com maior redução do número de mortes em acidentes rodoviários, conclui o MAI.
Redação / Lusa/AM