Em causa está a permuta de terrenos no Parque da Cidade, com o F. C. Porto, onde a autarquia terá sido lesada em 3,3 milhões de euros.

A PJ deu por concluída a investigação e deverá enviar o inquérito, nos próximos dias, para o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Ministério Público (MP) do Porto. O JN sabe que os investigadores da Direcção Central de Combate ao Crime Económico deverão propor que Nuno Cardoso seja acusado por aqueles crimes, podendo mesmo ser sugerida a aplicação de outra medida de coacção, para além do termo de identidade e residência, ontem prestado pelo ex-autarca.

Os crimes pelos quais Nuno Cardoso pode vir a ser acusado pelo MP prevêem elevadas penas de prisão, refere o «Jornal de Notícias». A participação económica em negócio (o que é crime quando um funcionário o fizer ilegitimamente, lesando os interesses patrimoniais que lhe cabem) é punida até cinco anos de cadeia; peculato tem uma pena de um a oito anos; enquanto o abuso de poder é punido até três anos.

Nas buscas que tinham sido feitas a casa do ex-autarca (em Abril de 2004), já tinham sido apreendidos extractos bancários, bem como as escrituras de compra e venda da sua casa. Admitiam as autoridades que Nuno Cardoso tivesse sido directamente beneficiado com as permutas, mas só ontem é que o ex-autarca teve oportunidade de justificar as entradas de dinheiro nas contas bancárias.
Redação / JN/PGM