O PSD vai propor a criação de uma comissão de inquérito parlamentar para investigar o computador Magalhães, avança o «Diário de Notícias».

O Magalhães foi escolhido sem concurso público, beneficiando a empresa JP Sá Couto, assim como a Fundação das Comunicações Móveis, cujo objectivo passa por gerir o financiamento deste programa.

Os sociais-democratas querem ver investigada a relação deste programa com o concurso de atribuição de licenças de telemóveis de terceira geração às três operadoras móveis.

As suspeitas já tinham sido lançadas em Junho, pelo então líder do grupo parlamentar do PSD. Paulo Rangel acusou na altura o Governo de ter montado um «esquema ilegal» para atribuir o negócio do Magalhães à empresa JP Sá Couto, e de ter criado uma fundação fantasma, que tinha mesmo uma morada com ligações suspeitas e que, de acordo com Paulo Rangel, funcionava como um saco azul, com milhões de euros atribuídos sem controlo e que era gerida por assessores de Mário Lino.

O ministro das Obras Públicas de então garantiu que a fundação estava dentro da lei.

Mesmo que o inquérito não seja aprovado em plenário, bastam 46 deputados para o fazer avançar.
Redação / PGM