Um comunicado do gabinete de imprensa enviado à Lusa salienta que «tanto quanto os elementos indiciários reunidos até ao momento permitem avaliar, não existe nenhuma suspeita de cometimento por parte do engenheiro José Sócrates de qualquer ilícito criminal com o aludido processo de licenciamento» da obra, em Alcochete.

A nota refere que está pendente «há uma semana nos serviços do Ministério Público do Tribunal da Comarca do Montijo um inquérito crime relativo a tal licenciamento [da obra do Freeport em Alcochete], procedendo neste momento a Polícia Judiciária de Setúbal às pertinentes investigações».

O esclarecimento da PGR surge na sequência da notícia de hoje de o jornal «O Independente» que dá conta da existência de um inquérito da Polícia Judiciária que «levanta a suspeita de, em 2002, o então ministro do Ambiente [José Sócrates] ter alterado a Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, tendo como contrapartida o financiamento das campanhas eleitorais do PS», acusação já negada hoje por Sócrates.

Ontem à noite, José Sócrates afirmara que era «totalmente alheio» ao processo de licenciamento do Freeport, num comunicado divulgado pelo seu gabinete de imprensa após ter sido noticiado que a PJ apreendeu documentação relativa ao projecto do Outlet Freeport, em operações de busca realizadas quarta-feira no complexo e na câmara municipal de Alcochete, com um mandado de busca por suspeita de crimes de corrupção e participação económica em negócio.
Redação / Lusa/AM