«Não é preciso ser jurista para ver que isto é uma anormalidade. A Comissão Disciplinar propõe dois jogos de castigo. Achámos que é demais e pedimos a revisão para um. A instrutora propõe um, mas mantém os dois por reincidência. Depois, quando o atingido recorre, a Comissão Disciplinar passa o castigo para três jogos. Se fosse assim na vida dos cidadãos, acabavam-se os recursos», justificou.

Indignado, Pinto da Costa reagiu com ironia ao resultado do recurso dos «dragões» (em causa está uma agressão do sul-africano a um atleta da Académica), que vai ditar a ausência do avançado no «clássico» com o Benfica, da 23ª jornada da Superliga: «deve ser uma coincidência e a prova vai ser dada pelo futuro, porque vai continuar a haver coincidências».

Sem se deter, Pinto da Costa disse ainda que «não é preciso ser um expert em matéria de justiça para ver que isto é uma anormalidade.»

O dirigente falou de «perseguição» ao atleta portista e aludiu a um «apito das coicidências»(o dirigente é um dos arguidos no processo de corrupção no futebol «pito Dourado»

«Analisando como o McCarthy foi expulso pelo mesmo Nuno Almeida no jogo com o Maia, e depois despenalizado pelas imagens, e agora em Leiria, só espero que não haja qualquer coisa mais grave por detrás disto do que simples coincidências», afirmou.

Entretanto o FC Porto já apresentou recurso para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol de forma a tentar uma redução da pena e garantir a presença do avançado no importante desafio com o Benfica, com quem partilha a liderança do campeonato.

«Quanto mais problemas nos forem colocados, mais estaremos unidos e obstinados em vencer», concluiu.