A biografia, ainda sem título, incluirá recortes de imprensa, imagens de bilhetes, textos e biografia que contam a história do músico, a quem já chamaram de «pai do rock português», revelou à Lusa fonte da empresa que o agencia.

A recolha de material está a ser feita pelo jornalista Carlos Vaz Marques e o site oficial do músico deixa um apelo aos fãs para que contribuam com «vídeos, fotografias, cartazes, textos, objectos, até o automóvel que está na capa do `Ar de Rock' se alguém fizer ideia de onde poderá, a esta hora, parar essa relíquia».

«Para contarmos bem a história do Rui temos de ter tudo aquilo que pudermos reunir o mais depressa possível», refere o site oficial de Rui Veloso.

Contactada pela Lusa, fonte da empresa que agencia Rui Veloso referiu que para comemorar as bodas de prata do músico está também a ser pensada a edição de um documentário em DVD, mas a ideia está ainda em aberto.

Rui Veloso editou no Verão de 1980, com 23 anos, o álbum de estreia, «Ar de Rock», com letras de Carlos Tê e que incluía o já clássico «Chico Fininho», a par de «Rapariguinha do Shopping», «Saiu para a rua», «Sei de uma camponesa» ou «No domingo fui às Antas».

Reza a história, já várias vezes contada, que foi a mãe de Rui Veloso que em 1979 levou à editora Valentim de Carvalho as cassetes com temas em inglês e em português.

Foram os temas em português que agradaram à editora e no ano seguinte saiu o álbum, que contava com a participação dos músicos Zé Nabo e Ramon Galarza.

Depois de uma experiência num projecto de blues, Rui Veloso editou «Ar de Rock» numa altura de mudança na música em Portugal, já apelidada de «boom do rock português» e em português, em que se inserem também os Xutos & Pontapés, os UHF, os GNR ou os Rádio Macau.

Após «r de Rock» Rui Veloso lançou outros álbuns de sucesso como «Guardador de Margens» 1983), «Mingos & Os Samurais» (1990) o álbum que mais cópias vendeu até hoje, «Lado Lunar» (1995) ou «Avenidas»1998).