Segundo a área de gestão de investimento do Millennium bcp, «durante o primeiro trimestre é pouco provável que a economia apresente sinais confortáveis de recuperação, pelo que os melhores investimentos continuam a ser em empresas que estejam a realizar alterações na sua estrutura de custos ou no seu universo de influência, pelo que destacamos a Semapa, a EDP, o BCP, a Sonae e a Corticeira Amorim.»

O mercado financeiro português depende quer da evolução da economia portuguesa, quer do comportamento dos mercados accionistas globais. «No que se refere à economia portuguesa, esta continua apresentar sinais muito ténues de recuperação, na medida em que o nível de desemprego contínua elevado, prejudicando a recuperação do consumo interno», aponta a área de gestão de investimento. «É fundamental para elevar as perspectivas económicas uma recuperação do nível de emprego, indispensável para aumentar as receitas das empresas portuguesas», acrescenta.

Já os mercados accionistas globais continuam a ser «atractivos do ponto de vista fundamental, esperando-se que nas actuais condições estes obtenham retornos próximos do risco natural deste segmento (mais ou menos 10%).»

A recuperação da economia europeia seria o maior estímulo aos mercados, pois existe «espaço para esta região liderar os ganhos no segmento accionista.» Por outro lado, «O comportamento do preço do petróleo e do câmbio euro/dólar continuam a ser os factores que colocam maior incerteza a estas perspectivas.»

Para os mercados bolsistas, 2004 «foi um ano de consolidação depois dos fortes ganhos registados em 2003. Este ano foi ainda caracterizado pela subida dos preços do petróleo que veio originar uma correcção ligeira aos ganhos registados no primeiro trimestre do ano, mantendo depois uma performance limitada a um intervalo de variação muito curto. Em todo o caso à data este ano continua a ser um ano de ganhos para o mercado nacional», conclui.
Sandra Pedro