A temporada para 2005 foi apresentada a 17 de Novembro, um dia depois de o teatro ter a confirmação por despacho da Secretaria de Estado das Artes e Espectáculos que teria aquela verba integrada no seu orçamento.

Em comunicado, o São Carlos explica que adiou várias vezes a apresentação da temporada lírica e sinfónica por não ter uma situação financeira que viabilizasse a programação.

No orçamento de 2005, o teatro sofreu uma «redução real de cerca dois milhões de euros» tendo, em Novembro, a ministra da Cultura, Maria João Bustorff, assegurado uma integração de 1,5 milhões euros no início do ano.

Segundo a direcção do teatro nacional, a verba nunca chegou a ser concretizada o que levou ao anúncio da suspensão da temporada lírica a partir do próximo dia 31 de Março.

O São Carlos refere no comunicado que tomou esta decisão «por não ter hipóteses legais de cabimentar quaisquer despesas referentes às produções das óperas «O Rapto do Serralho», de Mozart, e «Wozzeck», de Alban Berg.

A direcção do teatro salienta que está a «desenvolver todos os esforços para remodelar a temporada de modo a não prejudicar o público nem os seus trabalhadores».

Esta reformulação das actividades garante, segundo a direcção, «por um lado a ocupação dos corpos artísticos do teatro e por outro, uma execução orçamental equilibrada e sem dívidas».

A direcção do São Carlos refere ainda que aguardou até agora a decisão da tutela a fim de evitar a reformulação da temporada, mas nenhuma solução foi apresentada.

A Lusa contactou o Ministério da Cultura, que não avançou qualquer explicação para a situação.
Redação / Lusa/AM