As contas são do «Jornal de Negócios», tendo como referência um empréstimo de 100 mil euros a 30 anos, com um spread de 0,7% e a Euribor a 6 meses. Esta é a maior diferença mensal desde Junho de 2000, altura em que o diferencial face ao mês anterior foi de 25,18 euros.

Agosto foi um mês marcado pela instabilidade dos mercados financeiros, devido à crise hipotecária. Mas não foram apenas os mercados financeiros que reflectiram a instabilidade. As taxas Euribor, os indexantes mais recorrentes nos empréstimos à habitação em Portugal, reflectiram essa instabilidade e subiram. Os contratos de crédito à habitação que forem contraídos em Setembro vão contar com as Euribor em níveis de 2000 e com prestações mais elevadas.

De resto, como se sabe, as taxas Euribor, os indexantes dos empréstimos à habitação mais utilizados em Portugal, têm registado fortes subidas nas últimas semanas. E para quem vai rever o contrato de crédito da casa em Setembro as notícias não são animadoras.

Um contrato de 100 mil euros, a 30 anos, que tenha um spread de 0,7% e que esteja indexado à Euribor a 6 meses vai aumentar 39,65 euros face à última revisão, que decorreu em Março. No total, desde que os juros na Zona Euro começaram a subir, as famílias estão a ter um encargo adicional de quase 2.000 euros com o empréstimo à habitação.

O «Jornal de Negócios» calculou a evolução das prestações mensais desde Setembro de 2005, altura em que os juros estavam nos 2% e em que o mercado começava já a antecipar uma subida por parte do Banco Central Europeu (BCE). Actualmente, os juros estão nos 4%, mas não deverá ficar por aqui.
Redação