«Esses três aeroportos são a base, em conjunto, para a estratégia de transporte e de mobilidade aeroportuária no nosso país. O aeroporto da Ota não vai tirar trânsito nenhum ao Porto, se tirar trânsito, tirá-lo-á a Madrid», sublinhou.

O líder do Executivo garantiu que o turismo fica a ganhar com esta decisão e evocou ainda razões económicas e ambientais para a localização eleita. Os ganhos são muitos, quer ao nível do crescimento económico, quer do emprego e, como recorda José Sócrates, apenas 10% do investimento estimado tem origem no Orçamento do Estado.

«Este investimento é financeiramente atractivo e viável, mas um investimento economicamente da maior importância para o País», assegurou.

José Sócrates lembra o «congestionamento iminente» do aeroporto da Portela, motivo que levou a ANA a recusar 2.000 voos, por não ter capacidade para os acomodar.

Governo ainda investe 400 milhões na Portela até Ota estar concluída

O Governo ainda vai investir 400 milhões de euros no aeroporto da Portela enquanto a Ota, cujas obras arrancam em 2007 e terminam lá para 2017, não está pronta a receber os aviões.

Na apresentação dos estudos de viabilidade económico-financeira, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações fez o elogio da Ota como localização escolhida para o novo aeroporto, lembrando que a Portela está perto da saturação e que o actual projecto de expansão já vai custar 400 milhões de euros.

Mais tarde, José Sócrates reiterou todas as razões para a escolha da Ota, como a impossibilidade prática e financeira de manter a Portela com um aeroporto complementar, «por conduzir a limitações do tráfego aéreo, porque o aumento da capacidade seria tão marginal que obrigaria daqui a uns anos de novo a tomar de novo a decisão de construir um novo aeroporto e também porque os custos financeiros seriam tão significativos que retirariam competitividade e atractividade aos aeroportos de Lisboa e internacionais». Lembra o primeiro-ministro que «teríamos de ter nos dois aeroportos, duas empresas a prestar os mesmos serviços».
Redação / PGM