«Nós temos um problema com a nossa economia, que é o da qualificação dos portugueses. É preciso voltar a apostar em políticas públicas com uma prioridade central para as políticas do conhecimento», sublinhou.

Ao discursar esta noite em Coimbra, num jantar com militantes socialistas, frisou que essa «agenda para o crescimento» exige que se «volte a apostar na educação, na qualificação, na formação profissional, na investigação científica, na cultura, que são essenciais para o desenvolvimento».

Uma aposta no conhecimento, explicou, significa que o PS «não está resignado aos sistemas públicos» que existem em Portugal.

«Queremos que esses sistemas continuem públicos, que a educação a saúde continuem bens públicos, mas temos a ambição de reformar os serviços públicos, para atingirem melhores resultados ao serviço dos portugueses», acrescentou.

Na sua opinião, «Portugal é o país mais injusto e mais desigual da Europa, aquele com mais desigualdades sociais», «comparando o rendimento dos mais ricos e dos mais pobres».

Nesse sentido, acrescentou, o PS «terá de ser capaz de criar uma nova geração de políticas sociais, que adaptem tradicionais políticas às novas realidades da vida».

«Estamos num momento de grande exigência para o Partido Socialista, e o seu dever é apresentar nesta campanha eleitoral uma nova proposta e um novo projecto político que recuperem a confiança do país», frisou.

José Socrates aludiu à necessidade de criar uma nova agenda, com uma nova atitude na governação do país, que igualmente «recuperem o sentido de Estado no exercício das funções públicas».

«Se há coisa que o país precisa é de um novo rumo, de orientação, que dê aos portugueses uma nova confiança no futuro», explicou.

No seu entendimento, «é preciso criar uma cultura de verdade», porque «o país não ganha com quem promete mais. O país ganha com quem cumpre o que promete e com quem honra os compromissos».

O líder socialista prometeu que no caso de o PS ganhar as eleições legislativas, e assumir a governação, «não passara a vida a fazer ajustes de contas com o passado».

«Não passará a vida a dizer mal do Governo anterior para se desculpar das incapacidades e fracassos», afirmou, sublinhando que também irá aproveitar «aquilo que de bom ficar, e melhora-lo».

Ao reportar-se aos três anos de governação da coligação PSD/PP, disse que «foram maus de mais para os portugueses», em que o «desemprego passou de 4,2% para 6,8%, provocando 150 mil desempregados».
Redação / Lusa/PGM