Em entrevista hoje à «RTP 1» e à «Antena 1», José Sócrates lembrou que «há 30 anos o país discute e fazem-se estudos» sobre a localização do novo aeroporto da região de Lisboa, que a decisão pela Ota foi «fundada nos melhores pareceres» e confirmada pelos governos de António Guterres, Durão Barroso e Santana Lopes.

«Não é uma decisão deste Governo. O que o Governo fez foi manter uma decisão anterior, fundada em estudos de 30 anos», disse.

Segundo José Sócrates, o Executivo colocou quatro perguntas aos «melhores consultores internacionais» e concluiu que em 2017 o aeroporto da Portela terá dificuldades de funcionamento; que não será viável manter a Portela juntamente com outro aeroporto adjacente; que a Ota é a melhor localização, tendo em conta os estudos que existem; e que o aeroporto pode ser construído por privados, que seriam ressarcidos através da exploração a 30 anos.

Questionado sobre se não haveria localizações mais favoráveis para um novo aeroporto na Grande Lisboa, o primeiro-ministro disse que neste momento «não há outro local estudado».

«Podemos fazê-lo. Paramos tudo e dedicamos mais dois ou três anos a estudar outra localização, mas eu acho que isso seria um erro» e «uma irresponsabilidade», disse, acrescentando que um adiamento na decisão acarretaria custos.

O primeiro-ministro lembrou ainda que no ano passado o aeroporto da Portela recusou «centenas de voos» devido à falta de capacidade.

«Centenas de milhares de passageiros não utilizaram a Portela por falta de espaço», disse.
Redação / LUSA/MD