Em entrevista à «RTP 1» e à «Antena 1», transmitida ontem à noite, José Sócrates disse que pretende chegar a 2009 com a economia a um ritmo «muito próximo do da média europeia ou até acima».

Sócrates referiu que a economia portuguesa está a dar sinais positivos, com a criação líquida de postos de trabalho verificada em 2006 e com o facto de, também no ano passado, o sector exportador ter ganho quota de mercado.

«Estou convencido de que o nosso crescimento está no trilho certo», afirmou.

Numa entrevista de balanço de dois anos à frente do Governo, o primeiro-ministro destacou as previsões divulgadas hoje pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que reviu em alta as suas previsões para o crescimento da economia portuguesa este ano para 1,8 por cento, valor igual ao previsto pelo Governo.

«As previsões do FMI dizem tudo o que se passou nestes últimos dois anos: o crescimento da economia a subir e o défice a cair», afirmou.

«A última vez que tentámos reduzir o défice, entrámos em recessão», lembrou.

Sócrates apontou que a economia portuguesa criou 48.600 postos de trabalho no ano passado em 2006 e manteve o objectivo de que sejam criados 150.000 postos de trabalho durante a legislatura.

Reconheceu o aumento do desemprego, que considerou, «porventura, o problema social mais grave».
Redação / LUSA/MD