«O que foi aprovado hoje em plenário foi uma greve de duas horas por turno», revelou Navalha Garcia, do Sindicato dos Metalúrgicos de Lisboa, Santarém e Castelo Branco, adiantando não ter conhecimento de qualquer resposta às propostas feitas por trabalhadores e sindicatos.

Os 1.200 trabalhadores da fábrica da Opel na Azambuja querem que a administração da General Motors mantenha a fábrica em funcionamento pelo menos até 2009, conforme prevê o acordo social assinado com o governo em 2005.

Os funcionários da empresa receberam quarta-feira passada uma mensagem de correio electrónico da administração comunicando que o modelo de viatura Combo, o único a ser fabricado na Azambuja, vai ser transferido para Saragoça, Espanha.

A General Motors (GM) Europa, proprietária da Opel, admitiu recentemente o encerramento da fábrica da Azambuja, fundada em 1963, até ao fim do ano em curso e o jornal económico alemão Handelsblatt noticiou, há uma semana, que o grupo decidiu encerrar a unidade a 31 de Outubro, citando fontes empresariais.

A GM adiou, entretanto, sem dar explicações, as negociações sobre um possível encerramento da fábrica da Azambuja, inicialmente previstas para quarta-feira passada.

Ainda na quarta-feira, depois de uma reunião com o vice- presidente da GM Europa, o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, afirmou que continua tudo em aberto quanto ao possível encerramento da unidade da Opel.