«Não conheço a proposta», afirmou Paulo Vicente citado pela «Lusa», adiantando que «não é a solução» para o problema de encerramento da fábrica.

«No meu caso, sou trabalhador português e vou continuar em Portugal», sublinhou o coordenador da Comissão de Trabalhadores da fábrica da Azambuja, depois de uma reunião com o presidente do CDS-PP, Ribeiro e Castro.

O «Semanário Económico» noticiou que a «GM convida trabalhadores da Azambuja a irem para Espanha», apesar de a «GM na Alemanha não confirmar e dizer que é cedo para falar desses cenários».

De acordo com Paulo Vicente, o encontro foi convocado pela federação de Trabalhadores Democratas Cristãos e serviu para «explicar algumas situações que muitas vezes não saem cá para fora da forma que deviam sair».

Ribeiro e Castro manifestou-se surpreendido com o estudo da General Motors (GM) que indica que cada veículo Opel produzido em Portugal é 500 euros mais caro que em outras fábricas do grupo e disse que o Estado português «deve exigir à General Motors esse estudo para clarificar que há um problema económico e ajudar a encontrar as soluções para ele».

O coordenador da Comissão de Trabalhadores da fábrica da Azambuja reiterou a posição de que se trata de «um número que poderá não ser real».

O presidente do CDS-PP adiantou, entretanto, que não tem elementos para avaliar se o governo está a fazer tudo o que pode, afirmando apenas que o executivo de José Sócrates «deve fazer tudo o que é necessário e não apenas o suficiente».

Pela parte da Comissão de Trabalhadores da Opel da Azambuja, o coordenador considerou que «aquilo que se pode ser fazer por parte do governo está a ser feito».

Paulo Vicente lamentou ainda que «alguns comentadores e colunistas pouco informados» coloquem a culpa da situação nos trabalhadores e reage com «tristeza» a esses comentários e artigos.

«O problema não é dos trabalhadores porque até a própria direcção da General Motors reconhece a fábrica da Azambuja como a segunda do grupo com mais produtividade», disse.