E depois, como o novo modelo de bilhetes para as areas metropolitanas de Lisboa e do Porto deverá entrar em vigor em Abril, a actualização anual dos preços das tarifas, em função da inflação prevista no Orçamento do Estado para 2005, só será concretizada nesse mês de Abril. Resultado: nos próximos três meses, os preços dos transportes públicos serão «congelados».



A revisão trimestral do tarifário decorrente da flutuação do preço do gasóleo, consequência da instabilidade das cotações do petróleo no mercado internacional, chegou a um valor de 0,9%, ou seja, abaixo do um por cento acordado entre os operadores para mexidas nos tarifários. Em consequência disso, não haverá mexidas nos preços dos transportes públicos de passageiros, garantiu ao Correio da Manhã o secretário de Estado dos Transportes, Jorge Borrego.

Esta decisão foi tomada em conjunto com os operadores dos transportes que, segundo Jorge Borrego, «foram frontais mas muito sensatos».

Segundo aquele governante, a atitude dos operadores reflecte a introdução de «uma lógica comercial que não passa só pelo aumento das tarifas». E, para dar «um impulso aos transportes públicos de passageiros, os operadores vão ter acesso a uma reserva fiscal ao investimento para renovação da frota» revelou Jorge Borrego. A percentagem ainda não foi regulamentada mas deverá ser equivalente à aplicada aos sectores industriais, que é de 20%.

O novo modelo tarifário para Lisboa começará em breve a ser discutido oficialmente, depois de ter saído na semana passada o decreto-lei regulamentador. Este projecto, que remonta a 1991, é considerado um instrumento fundamental para ordenar o transporte público nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

Estas entidades serão uma espécie de observatório permanente da mobilidade dos passageiros e espera-se que estejam em condições de alargar em breve, em Lisboa, a utilização da bilhética sem contacto.

Uma das tarefas prioritárias é definir novos modelos tarifários, que deverão estar concluídos em Março. para permitir a actualização dos preços com a inflação de dois por cento prevista para 2005.
Redação / CM/AM