O investimento tem previsto um custo que ronda o milhão e duzentos mil euros, obtidos do Orçamento de Estado através do Programa de Investimentos e Despesas de desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) e do Programa Operacional Ciência e Inovação (POCI).

«Os equipamentos que tínhamos foram instalados nos anos 70 e 90 e desde aí a tecnologia evoluiu e havia necessidade de fazer essa modernização», justificou Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia (IM), responsável pela vigilância sismológica do território nacional.

O reforço da rede - 12 estações no Continente, duas na Madeira e seis nos Açores - vai permitir não só melhorar a detecção da actividade sismológica, mas também dar mais tempo aos sistemas de protecção civil, cerca de 20 minutos, estimou.

Por Portugal estar situado numa zona de risco, ainda que moderado, o Governo defendeu também a instalação de um sistema de alerta rápido de tsunamis no Atlântico e Mediterrâneo durante a Conferência Mundial sobre a Redução dos Desastres Naturais, que decorreu no Japão o mês passado.

«Existe um risco de tsunami no Atlântico mais moderado do que aquele que existe no Índico, no entanto o facto de existir o risco e de Portugal já ter vivido essa situação na sua história levou-nos a tomar uma posição de liderança de trazer o mais rapidamente possível para a Europa um sistema de alerta desses», afirmou o secretário de Estado da Ciência e Inovação, Pedro Sampaio Nunes.
Redação / Lusa/AM