Os ministros das Finanças e responsáveis dos Bancos centrais do G20, reunidos este sábado, em Horsham, no Reino Unido, chegaram a acordo quanto a um aumento «significativo» dos recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI), indicou uma fonte europeia.

«Há um acordo para dizer que várias coisas devem avançar paralelamente, os planos de relançamento e a monitorização em tempo real dos seus efeitos, o tratamento do sector financeiro, a regulação e a reforma das instituições financeiras», indicou a jornalistas a fonte, que não quis ser identificada, avançou a Lusa.

«O comunicado insistirá sobretudo no que foi feito em matéria orçamental e monetária e na necessidade de assegurar que estes planos são aplicados e depois analisar-se-á se é preciso fazer mais, mas não haverá apelo a fazer mais hoje», adiantou.

Em relação ao FMI, que exige mais margem de manobra para ajudar os países com mais dificuldades em ultrapassar a crise, «o G20 está pronto a aumentar os recursos do Fundo de modo significativo», mas o comunicado não deve fixar objectivos precisos.

A Europa gostaria de ver aumentados os recursos do FMI dos 250 mil milhões de dólares actuais para 500 mil milhões, enquanto os norte-americanos defendem um aumento para 750 mil milhões.

O principal obstáculo vem da China, que parece preocupada em defender os interesses das praças financeiras de Hong Kong e Macau, consideradas como fazendo parte das «jurisdições não cooperativas» em matéria fiscal.

Os países do G20 estariam ainda de acordo para obrigar as agências de notação financeira a registarem-se junto das autoridades de supervisão de cada país, para que as suas actividades sejam mais controladas.
Redação / SPP