Apesar de 86 por cento dos portugueses se dizerem felizes, esta percentagem continua abaixo da média europeia, ainda que apenas por uma décima, e muito abaixo da Dinamarca, onde 97% dos inquiridos se declarou feliz. Na lista dos mais felizes da Europa seguem-se os holandeses e os belgas.

Mas existem várias razões para o baixo nível de felicidade dos portugueses. Estes são dos menos satisfeitos com a sua situação profissional. Apenas 18% acreditam numa melhoria da situação financeira do seu agregado familiar, só 16% esperam uma melhor situação profissional, e limitam-se a 12% os que acreditam numa melhor situação económica e de emprego no país.

Apenas um em cada dez portugueses aposta que, em termos gerais, a sua vida vai melhorar.

No que se refere ao sistema de Segurança Social, os portugueses lideram a insatisfação europeia. Mais uma vez, só 10% dizem ser adequado, razão pela qual as pensões figuram da lista das principais preocupações nacionais, a par com o desemprego, o custo de vida e a saúde.

Mas quando se trata de procurar soluções para melhorar o sistema de pensões nacional, os portugueses não vêm com bons olhos nenhuma das respostas propostas: tanto o aumento das contribuições para a segurança social como trabalhar e contribuir durante mais tempo são opções recusadas por uma esmagadora maioria.

Curiosamente, cerca de 5% dos inquiridos em Portugal consideram que o nosso sistema de pensões poderia servir de modelo para outros países na Europa. Esta é a percentagem mais baixa dos 27 países que foram contemplados pelo estudo.
Redação / PGM