As perdas em investimentos até em fundos considerados de muito baixo risco, nalguns casos superiores a 7 e 8 por cento num ano, levam a DECO a manter a suspensão dos conselhos de compra para a maioria destes produtos, avança a agência Lusa.

Sobre o investimento em fundos, na sua edição de Janeiro a publicação especializada Proteste Poupança, da DECO, «mantém a suspensão dos conselhos de compra para fundos de acções, mistos neutros e mistos agressivos e recomenda somente algumas categorias de obrigações».

«Nem tudo correu mal em 2008 e há categorias de fundos de obrigações, como por exemplo as em iene japonês, em franco suíço e as de euro a médio e longo prazo, com rentabilidades elevadas», referiu em declarações à Lusa o economista António Ribeiro, da associação de defesa do consumidor (DECO).

Mas a realidade é que até fundos teoricamente de baixo risco, como os de tesouraria Euro, «registaram perdas significativas», como referiu, e por isso a DECO também neste caso deixou, há cerca de dois meses, de recomendar temporariamente a subscrição destes produtos.

Os fundos de Tesouraria Euro, comercializados como produtos de baixo ou muito baixo risco, «não têm o capital garantido, mas quem opta por eles é porque não pretende correr riscos e ter elevada liquidez».
Redação / MD