É mais de metade: 55 por cento das empresas nacionais inquiridas numa análise da Mercer dizem ser nada provável que se assista a um congelamento de salários aos níveis de 2008. Por outro lado, 18% considera provável que isso venha a acontecer e 27% acha mesmo que a medida será muito provável.

No entanto, quando se pergunta se os aumentos poderão ser revistos em baixa face ao que estava inicialmente previsto, 41% dizem ser muito provável que tal aconteça e 35% esperam que tal seja provável.

1/3 das empresas mundiais tencionam despedir

A referida análise, que pretende conhecer as reacções dos responsáveis de Recursos Humanos relativamente aos impactos da recessão, e que englobou 45 empresas nacionais, conclui também que 47% vêem como provável uma redução do negócio e da performance face a níveis do ano passado.

Cerca de metade das empresas inquiridas, por outro lado, consideram provável a redução da contratação de colaboradores ao nível de substituição, enquanto 44% vêem como provável a contratação de talentos-chave durante este ano. No entanto, quando se pergunta directamente se haverá redução de forma significativa nos colaboradores 72% consideram a medida nada provável, 19% provável e apenas 9% muito provável.

Já 54% esperam que aumentem as actividades de fusão e de aquisição.

A Mercer concluiu ainda que mais de metade (52%) das empresas nacionais consideram provável a revisão das opções de investimento de forma a garantir um grau adequado de diversificação e 65% estão à espera de alterar a estratégia de investimento.

«Os gestores entendem que os colaboradores estão preocupados com o impacto da actual instabilidade económica nos investimentos dos seus planos pós-reforma», conclui a Mercer.
Rui Pedro Vieira