O líder parlamentar do PSD sustentou esta quarta-feira que o Governo deixou Portugal mais pobre e injusto e interrogou se quem «fracassou» em «tempos de normalidade» é capaz «lidar com um clima de grave crise».

«Será que um Governo que teve extraordinárias condições para governar e não foi capaz de transformar o país em tempos de normalidade terá capacidade e competência para lidar com um clima de grave crise?», interrogou Paulo Rangel.

Paulo Rangel falava no Centro Cultural de Belém (CCB), no início de uma sessão de balanço de quatro anos de governação socialista organizada pelo grupo parlamentar do PSD.

De acordo com o líder parlamentar do PSD, citado pela agência Lusa, a governação do PS consistiu numa «política de quatro anos que fracassou, que deixou Portugal mais pobre, mais injusto, mais longe do sonho europeu», deixando por cumprir as «promessas de leite e mel da campanha eleitoral do engenheiro Sócrates».

«Nos últimos 14 anos, o PS esteve sozinho no Governo durante 11 longos anos. O actual primeiro-ministro fez parte do Governo de Portugal durante 11 dos últimos quatorze anos», assinalou, concluindo que «é por isso evidente que, para o bem e para o mal, o PS e o seu líder são os principais responsáveis pela situação em que se encontra Portugal».

Governo «é avesso à crítica»

Na sua intervenção, o líder parlamentar do PSD acusou ainda o Governo liderado por José Sócrates de ser «avesso à crítica e à averiguação, relapso a responder e a dar esclarecimentos», dificultando o trabalho de fiscalização da oposição no Parlamento.

«Gosta muito de se indignar mas gosta pouco de explicar», reforçou.

Rangel alegou que o PSD é «a única alternativa credível de Governo ao PS» e que «neste momento de incerteza, de desalento, de desmotivação dos portugueses só os deputados do PSD podem ser porta-vozes de Portugal».