Os preços de acesso à Internet em Portugal continuam a ser elevados e 20 por cento mais caros que a média da União Europeia. No entanto, entre o primeiro trimestre de 2008 e 2009, a utilização da banda larga móvel no mercado nacional subiu 57%, de acordo com as conclusões da Autoridade da Concorrência.

«No que respeita ao serviço de acesso à Internet em banda larga fixa, Portugal registava, em Janeiro de 2009, uma taxa de penetração reduzida (16,5%), comparativamente com a média das taxas de penetração dos Estados-membros da UE 15», adianta o relatório.

Já por outro lado, a autoridade destaca ainda para o acesso à banda larga móvel que, depois da subida de 57% «em Janeiro de 2009, apresentava uma taxa de penetração de 12,1%».

Outra das conclusões da AdC é de que o spin-off» da PT da PT Multimédia (agora Zon) pode agora ter benefícios para o consumidor no curto/médio prazo. «a situação do mercado retalhista de acesso à banda larga, em 2008, era comparativamente menos favorável que a das comunicações fixas e comunicações móveis. Não obstante, o recente spin-off verificado no mercado é susceptível de ter, no curto-médio prazo, um impacto positivo sobre a concorrência».

No que toca ao serviço fixo telefónico, a Concorrência diz que Portugal regista a taxa de penetração mais baixa dos países da UE 15, com 39,5 linhas por cada 100 habitantes. No entanto, a quota do incumbente - a Portugal Telecom - «era elevada» (69%), mesmo tendo a conta a queda face a 2004.

Os preços para particulares continuam a ser mais elevados, mas já os pacotes para médios e grandes utilizadores (empresas) estavam abaixo dos países seleccionados da UE.
Redação / MD