A introdução dos novos tarifários de telecomunicações móveis que taxam as chamadas ao segundo não se traduziu, para já, em grandes benefícios para os consumidores, revela o «Público».

De acordo com um estudo da Deco, a que o mesmo jornal teve acesso, 11 dos novos tarifários criados pelos operadores depois da introdução da lei que proíbe os arredondamentos em alta apenas são indicados para quem faz chamadas curtas.

Isto porque, a partir de uma determinada duração, as chamadas tornam-se mais caras no tarifário ao segundo do que nos tarifários convencionais. A associação de defesa dos consumidores constata que as tarifas ao segundo têm «preços iguais ou muito semelhantes entre os diferentes operadores», embora a diferença dos preços ditos tradicionais e ao segundo numa mesma rede se verifique «mais cedo na Optimus e Vodafone do que na TMN, porque esta tem tarifários mais caros».

Diz ainda o «Público» que, se no caso do Phone-ix bastam apenas 20 segundos para que fique mais caro o tarifário ao segundo do que o tarifário convencional, na Vodafone esta diferença só se nota ao fim de 50 segundos. Para a Optimus a diferença de preços oscila consoante os tarifários, tornando-se evidente nuns casos aos 43 segundos e, em outros, aos 71 segundos. Mas para a TMN, que segundo a Deco tem preços habitualmente mais elevados do que as concorrentes, o preço ao segundo, apesar de caro, só começa a suplantar o preço convencional ao fim de cerca de 120 segundos de conversação.