A Volkswagen suspendeu esta segunda-feira a produção durante uma semana nas suas fábricas na Alemanha, recorrendo pela primeira vez em 25 anos ao regime de «lay-off», devido à quebra na procura de automóveis, refere a Lusa.

A medida afecta 61 mil trabalhadores das linhas de montagem do maior fabricante europeu, que emprega 92 mil pessoas no país de origem.

A unidade de produção mais atingida é a fábrica-mãe, em Wolfsburgo.

A suspensão da produção abrange também as fábricas da Volkswagen em Emden, Hannover, Zwickau e Dresden, embora os sectores de investigação e desenvolvimento e fabrico de componentes continuem a laborar normalmente.

Produção retomada a 1 de Março

A produção será retomada no turno da noite do próximo domingo, 01 de Março.

A redução da procura foi atenuada pelo apoio de 2.500 euros ao abate de carros com mais de nove anos instituído pelo governo.

A medida provocou uma corrida aos «stands», não apenas da Volkswagen, mas de quase todas as marcas, e aumentou sobretudo as vendas de pequenos modelos, como o Pólo e o Fox. Foi por isso possível evitar também a paragem das linhas de montagem da Volkswagen em Março, que chegou a estar agendada, refere a construtora.

As restrições foram alvo de um acordo entre a administração e a comissão de trabalhadores.

O respectivo presidente, Bernd Osterloh, reconheceu que a actual situação no mercado também está a ter consequências para a Volkswagen.

A aprovação da comissão de trabalhadores é necessária para que a Volkswagen possa receber subsídios do estado para financiar o trabalho reduzido, semelhantes aos subsídios de desemprego.

Osterloh adiantou também que o banco de horas extraordinárias acumuladas anteriormente pelos operários da VW, em fases de grande procura, esgotou praticamente os recursos.

Assim, não é possível continuar a compensar a quebra na procura com o prolongamento de férias, por exemplo, o que justifica o requerimento de trabalho precário.

A Volkswagen bateu recordes de vendas em 2008, com 6,23 milhões de veículos a nível global, mais 0,6 por cento do que no ano anterior.

No ano em curso, porém, as encomendas diminuíram consideravelmente, e segundo prognósticos da administração o volume total de vendas deverá cair 10 por cento.
Redação / MD