Face às notícias publicadas «sobre alegadas inexactidões processuais relativas a diplomas conferidos pela UnI e perante o silêncio dos responsáveis académicos», Mariano Gago anunciou, em comunicado noticiado pela «Lusa», ter solicitado à Inspecção-Geral que analise também os procedimentos de apuramento e comunicação da informação estatística, assim como os procedimentos de equivalência para prosseguimento de estudos.

Segundo Mariano Gago, esta diligência, que será feita no âmbito das averiguações em curso, destina-se «a dissipar a inaceitável suspeição generalizada que foi lançada».

«Os actuais problemas da UnI (...) são da estrita responsabilidade da empresa instituidora. Os alunos são vítimas dessa situação, pela qual não podem de nenhuma forma ser responsabilizados», acrescentou.

O comunicado de Mariano Gago surgiu na sequência de notícias que puseram em causa o percurso académico do primeiro- ministro, José Sócrates, apontando alegadas falhas, como documentos de equivalências não assinados e sem carimbo, discrepâncias entre as notas constantes da pauta e as que figuram no certificado de habilitações ou a emissão do diploma a um domingo.

Nesta quinta-feira, o «Público» cita um estudo do Observatório da Ciência e Ensino Superior, segundo o qual não houve nenhum diplomado no curso de Engenharia Civil da UnI em 1996, ano que consta do diploma de licenciatura de José Sócrates.
Redação / Lusa/RPV