Se a covid obriga a distanciamento físico, então troca-se uma sala de conferências de imprensa por um pavilhão.

Quando se entra no media centre da Seleção Nacional neste Euro impressiona o espaço amplo, devidamente decorado com imagens dos jogadores e com o lema «Vamos todos, vamos com tudo».

O recinto com mais de mil metros quadrados, onde jogam e treinam as modalidades do Vasas, dividiu-se em dois para receber a Seleção Nacional: um setor dedicado às conferências de imprensa, com as cadeiras devidamente afastadas, e outro com mesas e ligação à internet para que os jornalistas possam ligar os seus equipamentos e trabalhar. Fora, na zona de controlo de entradas, existe um pequeno bar de apoio.

De acordo com as regras da Federação Portuguesa de Futebol, as conferências têm acesso limitado a 50 jornalistas e 15 repórteres de imagem e a presença tem de ser confirmada na véspera, sendo o uso de máscara obrigatório.

Após as conferências, onde todos os dias fala um jogador, os jornalistas têm de caminhar apenas 100 metros para assistir aos 15 minutos de treino aberto no estádio.

O Rudolf Illovszky, nomeado assim em homenagem malogrado treinador e jogador do Vasas, que tem uma estátua à porta, é uma novíssima infraestrutura inaugurada há menos de dois anos (julho de 2019). Custou cerca de 22 milhões de euros é a joia da coroa do complexo com pavilhão e vários campos relvados localizado na Fáy utca, no bairro de Angyalföld, no XIII distrito de Budapeste.

Mas mais do que os 5 mil lugares, que o tornam numa infraestrutura relativamente pequena, mas funcional, um dos pontos mais positivos deste estádio é o relvado.

«Já joguei lá e posso dizer que o relvado que a Seleção Nacional treina foi dos melhores relvados que eu apanhei na Hungria», afirmou ao Maisfutebol Rúben Pinto, médio português que joga no MOL Vidi Féhérvar.

Está aprovado por quem o conhece e, olhando das bancadas, parece que Rúben Pinto tem mesmo razão. Resta saber se Ronaldo, Bruno Fernandes, Bernardo Silva e companhia também dão nota positiva ao tapete que se tornou um elemento essencial do seu trabalho diário.

Sérgio Pires / Enviado especial do Maisfutebol ao Euro 2020