Uma mulher acusada de gerir um serviço de prostituição na área de Washington está a ameaçar vender a sua lista de 10 mil clientes para pagar a sua defesa.

Segundo a agência Lusa, Deborah J. Palfrey, 50 anos, de Vallejo, Califórnia, foi indiciada por extorsão num tribunal de Washington.

O seu serviço de acompanhantes, Pamela Martin & Associates, era anunciado nos jornais, na Internet e nas Páginas Amarelas.

As autoridades federais disseram que o serviço, a funcionar desde 1993, contratou mulheres com alguns estudos académicos, para fornecer hotéis e casas em Washington e nos seus subúrbios do Maryland e Virgínia. Em 13 anos o serviço empregou 132 mulheres, todas com pelo menos 22 anos e que tinham outras profissões.

O negócio de Palfrey gerou lucros de dois milhões de dólares. A mulher contesta as acusações do governo de conduta ilegal, disse o seu defensor legal na Internet, onde ela está a recolher donativos depois de o governo ter feito uma rusga à sua casa em Outubro, apreendendo mais de 400 mil dólares em dinheiro.

Na sua página na Internet, Palfrey admite vender os seus registos telefónicos que datam de 1993. Os registos incluem os números de telefone de cerca de 10 mil clientes da área de Washington, de acordo com o advogado de Palfrey, Montgomery Sibley.

Palfrey foi condenada em 1991 por gerir um negócio de prostituição ilegal na Califórnia e cumpriu 18 meses de prisão.

Deverá comparecer perante o tribunal federal do Distrito de Columbia na próxima sexta-feira.
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