As tropas lideradas por Moscovo destacadas no Cazaquistão, após os tumultos que resultaram em pelo menos 164 mortos e 8.000 detidos, começarão a abandonar o país "dentro de dois dias", disse esta terça-feira o presidente do Cazaquistão.

"A principal missão das forças de manutenção da paz (...) foi concluída com sucesso, a retirada gradual do contingente começará dentro de dois dias. Este processo não levará mais de dez dias", disse Kassym-Jomart Tokayev numa reunião oficial.

Segundo dados do Governo do Cazaquistão, cerca de oito mil pessoas foram detidas após a semana de tumultos no país.

"Desde 10 de janeiro, 7.989 pessoas foram detidas", informou na segunda-feira o Ministério do Interior cazaque em comunicado.

Pelo menos 164 pessoas morreram nos protestos no país, segundo dados não-governamentais, enquanto o regime aponta para cerca de "duas dezenas de mortos".

Os protestos que eclodiram no Cazaquistão a 2 de janeiro degeneraram em violência na semana passada, o levou ao envio de uma missão militar liderada pela Rússia para o país, rico em hidrocarbonetos.

A crise foi provocada pelo aumento do preço do gás liquefeito, que provocou inicialmente manifestações pacíficas em várias cidades do país.

Foram os maiores protestos ocorridos no país desde que conquistou a independência, há três décadas.

/ AM