Cavaco está mesmo convencido de que esse cenário se vai concretizar e tem manifestado essa opinião em reuniões sociais em que tem participado e nas quais se tem encontrado com figuras do PSD, sobretudo críticos da actual liderança de Pedro Santana Lopes, refere o jornal Público.

Cavaco tinha estabelecido como calendário para a apresentação de uma eventual candidatura o fim do Verão deste ano. Já Santana, antes da dissolução do Parlamento e da convocação de eleições antecipadas, tinha dito que queria resolvido o assunto do candidato presidencial antes do Verão.

A convocação de eleições veio alterar os calendários partidários, tanto para as eleições autárquicas como para as presidenciais, estando agora tudo pendente do resultado de dia 20. Cavaco tem defendido que é preciso estabilidade para o país e o melhor para essa estabilidade é que o partido que ganhe tenha maioria absoluta.

O ex-primeiro-ministro estará mesmo convencido de que o PS o vai conseguir. Esse cenário favorecerá também a sua candidatura, na medida em que os portugueses não costumam «pôr todos os ovos no mesmo cesto», ou seja, dar ao mesmo partido um governo e um Presidente. Uma teoria que foi desmentida precisamente perdeu para Jorge Sampaio as presidenciais de 1996.
Redação / Público / NAF